Pular para o conteúdo principal

Como reciclar os restos de alimentos

Todos os dias jogamos no lixo um material valioso que poderíamos usar como um bom fertilizante para nossas plantas de jardim. Tratam-se de cascas de frutos, como banana, laranja, mamão, abacaxi, cebola, entre outros. Além de folhas de hortaliças, casca de ovos, borra de café, etc. Conheço pessoas que juntavam estes restos para pequenas compostagens e minhocário, mas logo desistiam devido ao mau cheiro, presença de moscas, formação de chorume e a aparição de larvas. Concordo com todas elas, nada mais desagradável do que ver estas coisas acontecerem em nossas casas; imagine em apartamentos? Até existe uma forma, anaeróbica e um tanto complexa, que exige equipamento apropriado, para compostar este material de forma a não ter estes inconvenientes, mas o método que vou apresentar é bem mais simples e fácil e qualquer pessoa pode fazer.

Para resolver este problema então, decidi secar este material, expondo-os ao sol. Assim, todos os restos ficavam totalmente desidratados. Depois de desidratados, ao ponto de quebradiços, passava-os pelo liquidificador, formando assim uma espécie de farinha. A grande vantagem desta farinha de restos, é que ela mantém intacto todos os nutrientes contido no material que lhes deu origem. É como uma multimistura, só que para as plantas. Assim podemos preservar o potássio contido nas cascas de banana, o cálcio das cascas de ovos etc. Pronta a farinha, ela poderá ser armazenada por um bom período de tempo, sem perdas no seu valor nutricional, se embalada numa sacola plástica e conservada ao abrigo da luz, da umidade e do calor.


Para fazer é fácil. Corte em pedaços pequenos todos os restos da sua cozinha (exceto carnes e materiais com sal). Depois de cortados, deixe-os tomando sol, de preferência sobre uma base telada ou gradeada. Geralmente, se os pedaços estiverem pequenos, com três dias de sol, já dá para passar pelo liquidificador. Nunca tentei, mas acredito que podemos também usar o microondas, ou o forno convencional, para aproveitar os materiais em dias nublados e com chuva por exemplo. Se alguém tentar conte-nos o resultado.



Para aproveitar esta farinha especial, retire dos vasos uma camada com cerca de 1 cm de substrato. Coloque 2 ou 3 colheres de sopa da farinha, umedeça com um borrifador de água e cubra com aquela camada que foi retirada. Regue suas plantas normalmente, fazendo os tratos culturais adequados à espécie. Repita esta adubação uma vez a cada 40 dias. Não coloque farinha em excesso, pois o efeito pode ser desastroso, com fermentação e até mesmo prejudicando as plantas. Você pode testar essa farinha em hortas, pomares, canteiros de flores e gramados também.


Estou usando esta farinha há pelo menos uns seis meses. Sempre deixo uma planta como testemunho, e a diferença é nítida. A planta que recebe a farinha, fica com um verde mais intenso e brilhante, além de flores mais bonitas e abundantes. As plantas também ficam mais resistentes as pragas e doenças, reduzindo assim o uso de agrotóxicos.
Espero que gostem.
Bons cultivos.
Fonte : http://www.jardineiro.net/como-reciclar-os-restos-de-alimentos.html

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você Sabe cuidar da sua Rosa do Deserto?

Aqui vão algumas dicas para que ela esteja sempre bonita:



A Rosa do Deserto é uma planta domestiscada cujo nome científico é Ademium obesum, ela necessita de polinização manual para sua reprodução, ou então adotar o método de mudas.

Modo de Cuidar:

A planta gosta de clima quente, seco e sol (a rosa precisa de muito sol para florecer);

Mantenha a areia ou a terra sempre úmida, porém sem encharcar (não é necessario regar todos os dias, somente quando a areia ou a terra em cima do vaso secar, não encharque mas regue regularmente, uma vez a cada três dias é o necessário);

É importante não deixar a água acumular em baixo do vaso. Adubar a planta a cada dois meses ( qualquer adubo orgânico para flores).



Preparação do Vaso:

No novo vaso, ( não tão maior que o atual, os vasos tem que ser trocados, porém o tamanho não pode ser muito diferente , deve-se aumentar o tamanho gradativamente). Coloque no fundo pedras, coloque uma manta de bedim para que as raizes não cheguem a sair do vaso, dai cubra…

Limão - Rosa.

Nome da fruta: Limão-cravo

Nome científico: Citrus bigaradia Loisel.
Família botânica: Rutaceae
Características da planta: Árvore de pequeno porte, chegando a cerca de 5 metros de altura, copa arredondada. Folhas de coloração verde intenso e pecíolo alargado, fortemente aromáticas quando maceradas. Flores pequenas, alvas, aromáticas e melíferas. Fruto: Tipo esperídio, globoso, ligeiramente achatado, casca de coloração verde-amarelada, amarela ou amarelo-avermelhada na maturação. Polpa ácida, amarga, envolvendo muitas sementes. Frutificação: Inverno Propagação: Enxertia


                        Dentre os cítricos, não há árvore mais resistente do que a do limão-cravo. Não foi à toa, portanto, que ela difundiu-se com mais facilidade e velocidade por todos os recantos da América, assim que a família dos frutos cítricos foi trazida da Europa. Agora, quase não há rincão, quintal ou km silvestre deste continente em que não haja – ou em que não tenha havido um dia – pelo menos um …

Fruta do Conde

Introdução:

A ata pertence à família Annonaceae, gênero Annona, que inclui em torno de 120 gêneros e por volta de 2000 espécies. A espécie Annona squamosa produz frutos delicados, considerados dos melhores do gênero. A ata é também conhecida como pinha e fruta-do-conde no Brasil, anona blanca, sweetsop, anon, anona, rinon, atta del Brasil, srikaya, atis, etc.. 


De acordo com Braga (1960), a ateira é uma planta americana, talvez originária das Antilhas e regiões circunvizinhas. As Anonáceas são fruteiras tipicamente de clima tropical, apresentam boas perspectivas econômicas para a região Nordeste do Brasil, por serem culturas altamente adaptadas às condições locais e produzirem frutos a partir do mês de janeiro, suprindo parte da capacidade ociosa da indústria de suco de caju. 


Apesar de não se dispor de dados estatísticos, é notória a demanda crescente, tanto no mercado interno, como no externo pelos frutos de Annona squamosa L. Esse incremento na procura motivou os fruticultores e empre…