quinta-feira, 23 de abril de 2015

Malpighia emarginata

ACEROLA: 

A acerola ou aceroleira é um arbusto ou arvoreta, frutífera e ornamental, cultivada em regiões tropicais de todo o mundo, principalmente por seus frutos altamente nutritivos. Seu tronco é ramificado desde à base, a copa é densa e o porte é pequeno, geralmente entre 3 e 5 metros de altura. As folhas são simples, opostas, ovaladas a lanceoladas, pequenas, brilhantes e de cor verde-escura. As margens das folhas são inteiras ou onduladas e possuem pequenos pêlos, que podem provocar irritação na pele. As inflorescências são do tipo corimbo, sésseis, e despontam na axilas foliares, com três a cinco flores. Essas por sua vez são hermafroditas, pentâmeras, com pétalas franjadas de cor branca ou rosa. Os frutos amadurecem entre 22 a 30 dias após a floração. Eles são do tipo drupa, com casca lisa, delicada e brilhante e polpa carnosa, suculenta e aromática, com três gomos que protegem respectivamente três sementes. Os frutos podem ser de cor laranja ou vermelha quando maduros, de acordo com a cultivar.
Apesar da aceroleira ser uma planta frutífera, e isso criar uma certa ressalva entre alguns paisagistas, ela se comporta de maneira um tanto diferente das árvores frutíferas mais comuns. Por ser tropical, ela é mais rústica e resistente a doenças e pragas, e menos exigente em manejo, ao contrário de laranjeiras e macieiras por exemplo. Além disso, forma naturalmente um arbusto, que pode obter a forma mais compacta com podas conduzidas. Seus frutos miúdos são ornamentais e atraem a avifauna. É uma árvore perfeita para os atuais quintais domésticos, cada vez menores e otimizados. Pode ser plantada em vasos e assim decorar pátios, terraços e outras áreas pavimentadas. Também é excelente em renques, formando uma útil cerca viva, que além de cumprir suas funções paisagísticas, ainda fornece frutos. Os apreciadores da arte bonsai também gostam de utilizar a acerola em seus cultivos, visto que tem folhas, flores e frutos naturalmente pequenos, sendo mais simples e rápido o seu treino até a formação de uma árvore miniaturizada.
O fruto tem sabor agradável, mais ou menos doce e ácido, com aroma que lembra a uva e a maçã, e rico em vitamina C. É reputado como uma das frutas mais ricas nesta vitamina, possuindo mais de 30 vezes o teor da laranja e podendo conter 5 gramas em apenas 100 gramas da polpa. Ele pode ser consumido in natura ou na forma de sucos, picolés, sorvetes, geléias, caldas, compotas, etc. No entanto é bom lembrar que, sendo a vitamina C uma substância volátil, quanto menos o fruto for processado melhor é o aproveitamento do seu valor nutritivo. No Brasil são crescentes o tamanho e o número das áreas de cultivo para aproveitamento dos frutos na agroindústria de polpa congelada, principalmente no nordeste. Há centenas de cultivares de acerola, com diferentes características fenotípicas e capacidades de adaptação a diversos climas e solos. Entre as cultivares mais difundidas podemos citar ‘Apodi’, ‘Cabocla’, ‘Cereja’, ‘Frutacor’, ‘Okinawa’, ‘Olivier’, ‘Costa Rica’, ‘Junco’, ‘Roxinha’, ‘Flor Branca’, ‘Rubra’ e ‘Sertaneja’, muitas dessas desenvolvidas pela Embrapa.
Deve ser cultivada sob sol pleno em solo fértil, profundo, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. As plantas destinadas à formação de bonsai podem se dar bem em condições de semi-sombreamento. Nas regiões norte, nordeste e centro-oeste, onde o clima é permanentemente quente, a acerola frutifica ao longo do ano todo, enquanto que no sul e sudeste, com estações mais marcadas, a frutificação costuma se concentrar na primavera e verão. Não tolera estiagem prolongada ou encharcamento. Para uma boa produção de frutos convém irrigar e fertilizar durante os meses de floração e frutificação. Multiplica-se por estaquia de ponteiro, enxertia e por sementes. Para a obtenção de plantas sabidamente produtoras de frutos de qualidade, deve-se adquirir mudas com boa procedência formadas por métodos vegetativos, como enxertia ou estaquia.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Startup vai usar drones para semear 1 bilhão de árvores por ano e reflorestar o planeta


Corte de madeira, mineração, agropecuária e a cada vez maior expansão dos centros urbanos em direção às florestas são responsáveis por levar ao chão aproximadamente 26 bilhões de árvores por ano.
Para reverter este cenário de destruição, o americano Lauren Fletcher sonha em fazer um replantio em escala industrial: semear 1 bilhão de árvores por ano usando drones. “Há anos eu e meu time estudamos as mudanças climáticas. Com esta tecnologia, acreditamos que poderemos mudar o mundo”, afirma o visionário.
Fletcher, engenheiro que trabalhou durante 20 anos na Agência Aeroespacial Americana (Nasa), é o CEO da BioCarbon Engineering, sediada em Oxford, na Inglaterra. A startup desenvolveu um projeto que utiliza a tecnologia dos drones para mapear, plantar e monitorar o crescimento das mudas.
No ar, os drones farão o mapeamento preciso das áreas que precisam ser replantadas, gerando imagens em alta resolução e mapas em 3D. Em seguida, o equipamento será usado para o plantio de sementes germinadas, que tem índice de absorção na terra muito mais alto quando comparado a técnicas que fazem dispersão aérea de sementes  secas.

O sistema é bastante sofisticado. Os drones descem a dois ou três metros acima do solo e lançam uma espécie de casulo, que contem sementes pré-germinadas, cobertas por um hidrogel com nutrientes. O veículo aéreo tem capacidade para plantar dez sementes por minuto. Fletcher acredita que será possível plantar 36 mil mudas de árvores por dia.
A técnica de agricultura de precisão garantirá o replantio em larga escala. Segundo a BioCarbon Engineering, o plantio manual é caro e lento e o que espalha sementes secas apresenta baixo índice de germinação.
Numa última etapa, os drones servirão para monitorar as áreas que foram replantadas. Esta informação ajudará a fornecer avaliações da saúde do ecossistema ao longo do tempo.


No ano passado, o projeto da BioCarbon Engineering recebeu um prêmio da Skoll Foundation, fundação americana que investe na inovação e empreendedorismo social. Mais recentemente, ficou com o terceiro lugar na competição Drones for Good, nos Emirados Árabes Unidos.
A intenção do engenheiro americano é que até o meio do ano os drones já estejam no ar, semeando novas florestas pelo planeta. Que bons ventos os levem!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Ipomoea purpurea


    • Nomes Populares: Glória-da-manhã, Bom-dia, Bons-dias, Campainha, Corda-de-viola, Corriola, Jetirana
    • Família: Convolvulaceae
    • Categoria: Trepadeiras
    • Clima: EquatorialMediterrâneoSubtropical,TemperadoTropical
    • Origem: América CentralAmérica do NorteAmérica do Sul
    • Altura: 3.0 a 3.6 metros3.6 a 4.7 metros4.7 a 6.0 metros6.0 a 9.0 metros9.0 a 12 metros
    • Luminosidade: Meia SombraSol Pleno
    • Ciclo de Vida: Anual


  •                            A glória-da-manhã é uma trepadeira volúvel e anual, de rápido crescimento, excelente para cobrir rapidamente pequenas estruturas. Seu caule é herbáceo e delicado, recoberto por finos pêlos amarronzados. Ele escala rapidamente o apoio oferecido, se enrolando em torno dele e alcançando de 2 a 3 metros de altura ou comprimento. Sua folhas são cordiformes ou trilobadas, verdes e muito vistosas. As flores surgem na primavera e verão, abrindo-se pela manhã e fechando-se ao entardecer. Elas são grandes, em forma de trompete e podem se apresentar nas cores branca, rosa, roxa ou azul, em tonalidades diversas e muitas vezes multicolores. O fruto é uma cápsula trivalva com sementes grandes e triangulares, que germinam com facilidade.
                             Esta ipoméia é um excelente curinga no paisagismo. Ela cobre rapidamente estruturas leves como treliças, cercas, grades de janelas, arcos, etc e é ótima para esconder e disfarçar entulhos e outras “feiuras” temporariamente no jardim. Também pode ser plantada em vasos e jardineiras, sendo que um simples fio de nylon, preso no alto, já é suficiente para suportar sua escalada.
                          Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. A glória-da-manhã é muito rústica, sendo capaz de resistir a curtos períodos de estiagem. Planta típica de clima tropical, ela não tolera o frio ou geadas. Em países de clima temperado é cultivada unicamente como anual, enquanto que em regiões de clima tropical pode perenizar. No entanto, perde a beleza e o vigor após um ano e o replantio é indicado. Multiplica-se por sementes.


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Desmatamento na Amazônia cresce 215% em um ano, segundo o Imazon

Área desmatada é maior que a cidade de São Paulo, revela instituto de pesquisa, que monitora o desmatamento na Amazônia há mais de 20 anos.


Em um ano, o desmatamento na Amazônia aumentou mais de 200%. O número foi calculado pela organização não-governamental Imazon.
O instituto de pesquisa Imazon, em Belém, monitora o desmatamento na Amazônia há mais de 20 anos. No levantamento divulgado esta semana, foram derrubados 1.700 quilômetros quadrados de floresta nativa, entre agosto de 2014 e fevereiro deste ano. A área desmatada é maior que a cidade de São Paulo.
Comparando essa derrubada com o período anterior, o desmatamento na Amazônia aumentou 215%.

"A perspectiva é se continuar nessa tendência de aumento do desmatamento, a gente ainda vai detectar um crescimento nas estatísticas do desmatamento nos próximos meses", diz Marcelo Justino, pesquisador do Imazon.
Segundo o Imazon, quase a metade do desmatamento ocorreu em áreas particulares, onde a floresta veio abaixo para a expansão da pecuária, principalmente no Mato Grosso. No Pará, o desmatamento foi provocado em grande parte pela grilagem, que é a invasão de terras públicas. Já em Rondônia, segundo os ambientalistas, as árvores vêm sendo destruídas para dar lugar à agricultura.
Do total desmatado nos últimos sete meses, o estado que mais destruiu a floresta foi Mato Grosso (35%), depois Pará (25%) e Rondônia (20%).

Os analistas também fazem outro alerta: como os satélites do Imazon só detectam o desmatamento em áreas acima de dez hectares, os números da derrubada da floresta podem ser ainda mais altos.
O Ministério do Meio Ambiente disse que não comenta os dados de desmatamento da Amazônia divulgados pelo Imazon por não considerá-los oficiais.


Fonte: Jornal Nacional.

Exemplo a ser seguido

Prefeitura inaugura maior unidade de conservação de Curitiba 


Em comemoração ao seu aniversário de 322 anos, no sábado, 28/3, Curitiba inaugurou o Refúgio de Vida Silvestre do Bugio, agora, a sua maior unidade de conservação de proteção integral, com 800 hectares, divididos também com os municípios de Araucária e Fazenda Rio Grande.
O evento de assinatura do decreto de criação do novo refúgio silvestre reuniu os três prefeitos envolvidos, além de deputados, vereadores, administradores regionais, lideranças da comunidade, organizações não governamentais e ambientalistas.
"Hoje nós podemos escolher o legado que queremos deixar para o futuro. Estamos deixando com responsabilidade para as próximas gerações a última grande área verde de Curitiba e garantindo o fornecimento de água para o futuro", ressaltou Gustavo Fruet, prefeito de Curitiba.
O Refúgio de Vida Silvestre do Bugio ganhou o nome por ser habitado por famílias deste primata (Alouatta guariba) que habitam as matas locais.
De acordo com a Prefeitura de Curitiba, além do Bugio, a nova área protegida abriga a maior floresta de araucária da cidade, protege 112 espécies de aves e 20 espécies de mamíferos.
O esforço para criá-la começou em 2013 e a área abarca propriedades públicas e privadas. Entretanto, a categoria Refúgio Silvestre não exige a desapropriação das 44 áreas particulares dentro da unidade, cujo objetivo é assegurar condições para a existência ou reprodução de espécies. O desafio é compatibilizar essa intenção com a utilização da terra e dos recursos naturais pelos proprietários locais, como determina a lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).
Segundo Renato Lima, secretário municipal de meio ambiente, esta área protegida cria um corredor ecológico no sul do município de Curitiba e vai ajudar a preservar os recursos hídricos da cidade.

Fonte : http://www.oeco.org.br/noticias/29029-prefeitura-inaugura-maior-unidade-de-conservacao-de-curitiba