quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Espécies de vegetação espontânea consideradas “plantas indicadoras”.


Euphorbia_heterophylla
Amendoim bravo ou leiteira (Euphorbia heterophylla)
Desequilíbrio entre Nitrogênio e micronutrientes, sobretudo Molibdênio e Cobre.

azedinha
Azedinha ou Trevo-azedo (Oxalis articulata)
Terra argilosa, pH baixo, deficiência de Cálcio e de Molibdênio.

barba-de-bode
Barba-de-bode (Aristida pallens)
Solos de baixa fertilidade.

beldroega
Beldroega (Portulaca oleracea)
Solo fértil, não prejudica as lavouras, protege o solo e é planta alimentícia com elevado teor de proteína.

carex-sp
Cabelo-de-porco (Carex sp.)
Compactação e pouco Cálcio.

capim-amargoso
Capim-amargoso ou capim-açu (Digitaria insularis)
Aparece em lavouras abandonadas ou em pastagens úmidas, onde a água fica estagnada após as chuvas. Indica solos de baixa fertilidade.

capim-caninha
Capim-caninha ou capim-colorado (Andropogon lateralis)
Solos temporariamente encharcados, periodicamente queimados e com deficiência de Fósforo.

Cenchrus_echinatus
Capim-carrapicho (Cenchrus echinatus)
Indica solos muito decaídos, erodidos e compactados. Desaparece com a recuperação do solo.

capim-papuã
Capim-marmelada ou papuã (Brachiaria plantaginea)
Típico de solos constantemente arados, gradeados e com deficiência de Zinco; desaparece com o plantio de centeio, aveia preta e ervilhaca; diminui com a permanência da própria palhada sobre a superfície do solo; regride com a adubação corretiva de Fósforo e Cálcio e com a reestruturação do solo.

Capim rabo-de-burro (Andropogon sp.)
Típico de terras abandonadas e gastas – indica solos ácidos com baixo teor de Cálcio, impermeável entre 60 e 120 cm de profundidade.

carrapicho
Capim amoroso ou carrapicho (Cenchrus spp.)
Solo empobrecido e muito duro, deficiência de Cálcio.

Caraguatá (Erygium ciliatum)
Húmus ácido, desaparece com a calagem e rotação de culturas; freqüente em solos onde se praticam queimadas.

carqueja
Carqueja (Bacharis articulata)
Pobreza do solo, compactação superficial, prefere solos com água estagnada na estação chuvosa.

carrapicho-de-carneiro
Carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum)
Deficiência de Cálcio.

Equisetum_sp
Cavalinha (Equisetum sp.)
Indica solo com nível de acidez de médio a elevado.

Chirca (Eupatorium bunifolium)
Aparece nos solos ricos em Molibdênio.

dente-de-leao
Dente-de-leão (Taraxacum officinale)
Indica solo fértil.

Grama-seda (Cynodon dactylon)
Indica solo muito compactado.

sida-sp
Guanxuma (Sida sp.)
Solo compactado ou superficialmente erodido. Em solo fértil fica viçosa; em solo pobre fica pequena.

lingua-de-vaca
Língua-de-vaca (Rumex obtusifolius)
Solos compactados e úmidos. Ocorre freqüentemente após lavouras mecanizadas e em solos muito expostos ao pisoteio do gado.

maria-mole
Maria-mole (Senecio brasiliensis)
Solo adensado (40 a 120 cm). Regride com a aplicação de potássio e em áreas subsoladas.

Mio-mio (Baccharis coridifolia)
Ocorre em solos rasos e firmes, indica deficiência de Molibdênio.

raphanus_raphanistrum
Nabo (Raphanus raphanistrum)
Deficiência de Boro e Magnésio.

picao-preto
Picão preto (Galinsoga parviflora)
Solo com excesso de Nitrogênio e deficiente em micronutrientes, principalmente Cobre.

samambaia
Samambaia (Pteridium aquilinium)
Alto teor de alumínio. Sua presença reduz com a calagem. As queimadas fazem voltar o alumínio ao solo e proporcionam em retorno vigoroso da samambaia.

Sapé (Imperata exaltata)
Indica solos ácidos, adensados e temporariamente encharcados. Ocorre também em solos deficientes em Magnésio.

tansagem
Tansagem (Plantago maior)
Solos com pouca aeração, compactados ou adensados.

tiririca(1)
Tiririca (Cyperus rotundus)
Solos ácidos, adensados, anaeróbicos, com carência de Magnésio.

urtiga
Urtiga (Urtica urens)
Excesso de Nitrogênio (matéria orgânica). Deficiência de Cobre.


Fonte : http://teiaorganica.com.br/blog/ervas-daninhas-nao-plantas-indicadoras/

ERVAS-DANINHAS NÃO. PLANTAS INDICADORAS!

Costumamos chamar alguns vegetais de ervas-daninhas ou plantas invasoras. Muitas são comestíveis (nossas queridas Pancs), mas outras não. Todas, contudo, são vegetais extremamente importantes para a reparação de solos e, sobretudo, indicam qual a qualidade de um solo em determinado momento. Em vez de querer nos livrar delas, vamos aprender o que as “daninhas” têm a ensinar! E veja se você consegue identificar o que se passa com a terra a partir da leitura dessa matéria.

Oxalis_oregana
Trevo (Oxalis Oregana

Por Guilherme Ranieri* / Blog Matos de Comer

Mais do que errado, o termo ervas daninhas é preconceituoso e baseado numa visão utilitarista. Repare, o termo daninhas já indica que elas são prejudiciais, perniciosas, que causam dano. Mas, elas causam mesmo? Na natureza não existe nada que cause dano. Felizmente só conseguimos falar de bem e mal, um discurso que envolve a moral, para questões humanas, e as plantas são vegetais. Nem bons, nem maus. Nunca daninhos, danosos. Só a partir desse raciocínio, o termo “erva daninha” já começa a parecer errado.

O termo ruderais é sinônimo de ervas-daninhas, mas sem esse juízo de valores em cima delas. Ruderal significa “planta que acompanha o homem”. Ou seja, onde o homem vai e desmata, queima, corta, lá vem as plantas ruderais para ocupar o solo. As plantas espontâneas, que nascem sozinhas.

Essas plantas têm a habilidade de deixar o ambiente sempre mais fértil, mais solto, mais úmido e mais rico em vida. Sempre. São aquelas que nascem onde nada mais nasce, e vão preparando terreno até que as plantas mais sensíveis possam nascer, seguidas de plantas maiores, até a reposição da vegetação.  Dessa forma, raramente você verá as plantas ruderais, “daninhas”, numa floresta com solo rico e fértil. Ali, elas não tem mais trabalho a fazer. Aliás, há sementes que ficam décadas no solo esperando o solo ficar compactado, seco, pobre e raso para brotarem. É o plano de saúde do solo. A esse “plano de saúde” natural damos o nome de banco de semente do solo. Se a terra fica doente, essas sementinhas entram em ação. E não, não estou inventando nada disso. Ana Primavesi já escreveu sobre isso.

Aí está a mágica! Certas plantas têm essa função na natureza, a de equilibrar, reetabelecer. Por exemplo, se o solo está muito compacto, a tendência é que nasçam plantas de raízes longas e profundas. Elas naturalmente descompactam o solo e o deixam fofinho, permitindo a entrada de água. Espécies não comestíveis como a vassourinha de botão e a guanxuma são terríveis de arrancar porque a raiz vai fundo na terra. Quando a planta morre, essas raízes viram túneis onde a água e a fertilidade penetram. E a terra vai afofando, afofando.

Ou, ainda, se o solo é rico em nitrogênio e pobre em outros nutrientes, plantas que toleram esses altos teores crescem rapidamente. Isso explica, por exemplo, a presença de picão e guasca em locais que se joga água de reúso, beira de calçada e até perto de ralos – porque são ricos nesse nutriente, que será reciclado por essas plantas. Calçadas onde cachorro faz xixi (xixi é rico em nitrogênio), também são infestadas por essas plantinhas.

Assista a esse vídeo super explicativo sobre as condições de germinação do solo e as funcionalidades das daninhas.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

ROSA DO DESERTO

Boa tarde Blogueiros;

Como chegam até mim muitas perguntas sobre Rosa do Deserto , achei interessante esse site que segue o link abaixo e decidi colocar aqui para vocês.

http://www.adeniumsa.com.br/index.html

Obrigado pelas visitas.

Grande Abraço;

Rodrigo Sanchez.


Como fazer as Rosas-do-deserto florirem

                As rosas-do-deserto (Adenium obesum), podem manter-se floridas durante o ano todo. No entanto, em regiões de clima temperado pode acontecer de perderem as folhas e entrarem em dormência durante o inverno. Mas isto só acontece durante uns dois meses, quando a temperatura estiver realmente baixa. Já em regiões de clima tropical, elas vão te dar flores o ano todo.

É possível incentivar a floração das rosas-do-deserto com duas técnicas: poda drástica e adubação.



               Nas podas drásticas, deve-se eliminar todas as folhas e galhos da planta, distanciadas de cinco a quinze centímetros do caudex. Deverão ser eliminadas a folhas, para incentivar novas brotações, pois a planta vai entender que precisa das folhas para respirar e fazer a fotossíntese. Aproveite esta poda, para dar formato à sua planta. Como por exemplo: uma copa mais arredondada, achatada, em extratos, enfim, você dá a planta o formato que desejar. Depois desta poda, virão as novas brotações, e logo em seguida vão aparecer os primeiros botões florais.
Você pode também aproveitar os ramos desta poda para fazer mais mudas por estaquia. Com a propagação por estacas, você terá mais plantas e mais flores, de uma forma bem mais rápida. Isso, porque a estaquia é um método de propagação vegetativa, que utiliza partes de indivíduos já adultos, comparando-se com a propagação por sementes.
Utilize sempre tesouras ou facas afiados e preferencialmente esterilizadas entre cada planta. Faça cortes precisos e limpos, sem mastigar os ramos e de forma a evitar o acúmulo de água no ponto do corte. Depois dos galhos podados, passe um pouco de canela em pó no local. A canela em pó age como um fungicida natural. Com a prática e os devidos cuidados na poda, basta secar o local do corte e nem é necessário passar nada, pois por se tratar de uma suculenta, a rosa-do-deserto cicatriza rapidamente.
Coloque a planta podada longe do sol direto, podendo até ser levada para o interior da casa. Depois de três a quatro dias, coloque a planta para receber o sol da manhã, e quando notar as brotações pode colocá-la no sol pleno. Elas gostam do sol. Logo após a formação dos novos ramos, a planta começará a florir e, dependendo dos cuidados e temperatura, continuarão floridas por muito tempo.
A outra maneira usada para incentivar as floradas é através da adubação. Os principais nutrientes para que sua plante nunca deixe de florir são, por ordem de importância, potássio, cálcio e fósforo. O nutriente que deverá ser usado na menor quantidade é o nitrogênio, pois ele estimula o crescimento vegetativo da planta, tornando-a muito alta e com ramos delgados e compridos, não dando a planta aquela forma característica, tão bonita e compacta.
Como sou adepto ao natural e orgânico, uso cascas de bananas, farinha de ossos e farinha de casca de ovos. Além, é claro, do composto orgânico. Leia mais sobre esses fertilizantes em:
Todas estas estas adubações deverão ser sempre seguidas de uma rega. Mas tenha em mente que as rosas-do-deserto não suportam o excesso de água. Faça estas adubações sugeridas quando o substrato estiver seco, e após as adubações uma rega sem excessos.
Tomando todos estes cuidados, você terá um bela planta com flores, praticamente o ano todo. Existe algo mais .

Fonte :http://www.jardineiro.net/como-fazer-rosas-deserto-florirem.html

Viveiro

Segue abaixo as fotos das mudas que estamos fazendo para venda, estamos muito no começo...porém bem difícil com muito poucas vendas, poucas ...