sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dia da árvore

Ola amigos tudo bem?

Hoje é o dia da árvore , um dia muito especial ....
Dia muito especial para mim também que além de comemorar o dia da árvore, comemoro por essa ser a postagem de número 300, um blog que começou tão discretamente ...com tão poucas postagens , sabendo pouco sobre o universo imenso das plantas...Hoje vejo esse blog ser muito visitado, com várias perguntas feitas semanalmente ....
Só tenho a agraceder a vocês por me fazerem perguntas, que vistam esse blog... sem vocês eu não conseguiria chegar a esse número ... não teria motivação ....

Obrigado meus amigos de coração mesmo....

Esse blog é feito para vcs e por vocês... me mandem fotos de suas plantas... para eu publicar aqui no blog.. foto com vocês juntos...




sábado, 8 de setembro de 2012

Macaúba.

 Família: Arecaceae, anteriormente denominada Palmae.
 Gênero: Acrocomia
 Espécie: Acrocomia aculeata (lacq ) Lood. ex Mart
 Origem: Matas do norte até o sudeste do Brasil.
 
 
  A palmeira Macaúba (Acrocomia aculeata (lacq ) Lood. ex Mart) é uma espécie nativa das florestas tropicais, cuja característica principal é a presença de espinhos longos e pontiagudos na região dos nós.
  A palmeira chega a atingir 15 metros de altura, caracteriza-se pelo estipe reto recoberto pelos restos das folhas velhas, além dos espinhos já mencionados. As folhas atingem até 1 metro de comprimento e as flores são agrupadas em cachos, pequenos e amarelos. Seu fruto é globoso, liso, e de coloração  marrom-amarelada quando maduro
  Tradicionalmente, no Pantanal Mato-grossense, a comunidade utiliza no âmbito doméstico suas folhas, frutos e sementes para diversos fins. Em outras regiões brasileiras, já estão sendo comercializados, de forma incipiente, produtos derivados desta palmeira.
 
 

Segundo Décio Luiz Gozzoni, engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Soja, a demanda potencial do biodiesel para 2020, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), em apenas oito países, saltará de 34,7 milhões de toneladas em 2010 para 133,8 milhões em 2020, com um incremento próximo de 300%. Os Estados Unidos se manterão como o principal consumidor, saltando de 14,8 milhões para 51,5 milhões de toneladas, mas percentualmente o grande incremento será mostrado pelo Brasil cujo potencial de consumo será de 20 milhões de toneladas em 2020, cerca de 900% acima dos dois milhões de toneladas de 2010.

            
 
 
 É dentro dessa perspectiva de mercado que Gozzoni insere a macaúba, cuja vocação para produzir óleo foi pesquisada pela Embrapa com bons resultados na década de 80, quando a palavra biodiesel, assim como a macaúba hoje, era desconhecida da grande maioria das pessoas.
celente alternativa para a produção de biocombustível.
            Diante da expectativa de uma demanda cada vez maior provocada pelas crescentes dificuldades de exploração dos combustíveis fósseis e também por sua utilização como estratégia política, um programa para os biocombustíveis terá, cada vez mais, que levar em conta a utilização de plantas de alta produtividade como matéria-prima.
 Assim como as fontes energéticas, a questão da água também adquire importância cada vez maior, são vários indicadores preocupantes que apontam problemas climáticos e escassez de água.
A macaúba atende essas condições com vantagens sobre outras plantas culturais que ocupam hoje posição de destaque no Brasil na produção de biodiesel, como a soja e o dendê. Embora com um potencial menor que da soja para produzir óleo, a macaúba ganha pelo volume que pode passar de 30 toneladas de biomassa por hectare, enquanto no caso da soja é de apenas 4%; o que resultaria em cerca de 5 mil litros e um mil litros de biodiesel por hectare, respectivamente. Além disso, a macaúba, uma palmeira rústica, necessita de pouca água, concorrendo, nesse caso, também com a palma ou dendê.
 
 
 
 Outra linha importante de estudo é o comportamento do endocarpo de macaúba para a produção de carvão vegetal, em especial, quando comparado à madeira de eucalipto. Segundo José de Castro Silva, engenheiro florestal e professor da Universidade Federal de Viçosa, os endocarpos de palmáceas apresentam maiores valores de rendimento gravimétrico em carvão, rendimento em carbono fixo, teor de cinzas e densidade aparente, quando comparados com a madeira de eucalipto.
 Este segundo, apresenta valores mais elevados para a densidade real, porosidade e teor de carbono fixo. Com o resultado de experimentos desenvolvidos, concluiu-se que o carvão de endocarpo das palmáceas pode ser considerado superior ao carvão da madeira de eucalipto.
 
 
FONTE:  http://www.ciflorestas.com.br/texto.php?p=macauba

Referências Bibliográficas:
 
  • LORENZI, G.M.A.C. Acrocomia aculeata (lacq ) Lood. ex Mart.: Aspectos ecológicos, usos e potencialidades. Curitiba, 2006.
 
 
 
 
 

 

Idéias Inovadoras.