Pular para o conteúdo principal

Pitanga

Nome Científico: Eugenia uniflora



A pitangueira é uma árvore ou arbusto frutífero e ornamental, nativo da mata atlântica e conhecido principalmente pelos frutos doces e perfumados que fazem parte da cultura dos brasileiros. O nome “pitanga” é de origem tupi e significa vermelho-rubro, uma alusão à cor dos frutos maduros. O porte pode ser arbustivo, entre 2 a 4 metros de altura, ou arbóreo, chegando nestes casos entre 6 e 12 metros. A copa é densa e arredondada. O florescimento é errático, e pode ocorrer duas ou mais vezes ao ano, dependendo na maioria das vezes do clima da região de plantio e da variedade da planta. As flores são pequenas, hermafroditas, brancas, perfumadas, com longos estames e muito melíferas, atraindo abelhas. As folhas são opostas, simples, ovais, acuminadas, glabras, avermelhadas quando jovens, e que gradativamente vão tomando a cor verde. Os frutos são bagas globosas, deprimidas nos polos, com sulcos longitudinais e quando maduros ficam de cor vermelha, vinho e até mesmo negra, de acordo com a variedade. A polpa é macia, suculenta e vermelha, recoberta por uma casca muito fina e delicada. Carrega entre 1 a 3 sementes grandes. No Brasil não há uma grande diferenciação de variedades, mas temos o maior banco de germoplasma da espécies e algumas cultivares importantes desdenvolvidas no IPA (Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária). Já no exterior, para onde a pitangueira foi amplamente difundida, houve uma preocupação maior em selecionar as melhores plantas e desenvolver novas cultivares.


 A pitanga é consumida geralmente ao natural. Seu sabor é doce, ácido, pungente e com aroma muito característico. Ela também é muito nutritiva, sendo rica em vitaminas e minerais. Além de haver poucos produtores, ela é uma fruta frágil e de baixa durabilidade, por este motivo dificilmente é encontrada nas gôndolas dos supermercados. É mais fácil encontrar produtos artesanais de pitanga em mercados regionais, como licores, cachaças aromatizadas, geléias e vinhos. No entanto, é crescente a produção industrial de polpas, sucos e picolés preparados à base de pitanga.
Além de suas qualidades como frutífera, a pitangueira é decorativa. Seu caule tortuoso e os galhos intensamente ramificados, com folhas miúdas, chamam a atenção, sendo muito apreciados em jardins residenciais. Elas são frequentes em jardins sustentáveis que unem beleza e função, com preocupação ecológica. Jardins de inspiração italiana, que unem árvores frutíferas a formas geométricas também são perfeitos para pitangueiras. Projetos de reflorestamento muitas vezes contam com esta espécie também que além de ser nativa, ainda é capaz de atrair a avifauna, com seu frutos doces. A pitangueira é uma planta rústica e de baixa manutenção. É capaz de resistir a podas drásticas e frequentes. Por ser ramificada e tolerante à podas é também utilizada como cerca-viva. As adubações são necessárias semestralmente e no momento do plantio.


Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo preferencialmente fértil e profundo, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente por pelo menos dois anos após o plantio e em regiões semi-áridas. Adapta-se a diferentes tipos de solo, vegetando bem em solo pesadas e até mesmo em restingas e praias. Não tolera salinidade ou estiagem prolongada. Resistente ao frio, é capaz de tolerar temperaturas abaixo de zero. Multiplica-se facilmente por sementes que germinam em cerca de 22 dias após o plantio. Atualmente, os cultivos comerciais também obtém sucesso com plantio através de alporques e estacas, garantido assim a homogeneidade do pomar e a perpetuação das características da planta mãe. Frutifica já no 3º ano após o plantio. O espaçamento geralmente utilizado é de 4 metros entre plantas e entre linhas.


Fonte foto 01 :http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Eugenia_uniflora_fruit2.JPG
Fonte foto 02: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Starr_070906-8591_Eugenia_uniflora.jpg
Fonte foto03: http://www.tapuz.co.il/blog/net/viewentry.aspx?entryId=1253940
Fonte texto: http://www.jardineiro.net/plantas/pitanga-eugenia-uniflora.html

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você Sabe cuidar da sua Rosa do Deserto?

Aqui vão algumas dicas para que ela esteja sempre bonita:



A Rosa do Deserto é uma planta domestiscada cujo nome científico é Ademium obesum, ela necessita de polinização manual para sua reprodução, ou então adotar o método de mudas.

Modo de Cuidar:

A planta gosta de clima quente, seco e sol (a rosa precisa de muito sol para florecer);

Mantenha a areia ou a terra sempre úmida, porém sem encharcar (não é necessario regar todos os dias, somente quando a areia ou a terra em cima do vaso secar, não encharque mas regue regularmente, uma vez a cada três dias é o necessário);

É importante não deixar a água acumular em baixo do vaso. Adubar a planta a cada dois meses ( qualquer adubo orgânico para flores).



Preparação do Vaso:

No novo vaso, ( não tão maior que o atual, os vasos tem que ser trocados, porém o tamanho não pode ser muito diferente , deve-se aumentar o tamanho gradativamente). Coloque no fundo pedras, coloque uma manta de bedim para que as raizes não cheguem a sair do vaso, dai cubra…

Limão - Rosa.

Nome da fruta: Limão-cravo

Nome científico: Citrus bigaradia Loisel.
Família botânica: Rutaceae
Características da planta: Árvore de pequeno porte, chegando a cerca de 5 metros de altura, copa arredondada. Folhas de coloração verde intenso e pecíolo alargado, fortemente aromáticas quando maceradas. Flores pequenas, alvas, aromáticas e melíferas. Fruto: Tipo esperídio, globoso, ligeiramente achatado, casca de coloração verde-amarelada, amarela ou amarelo-avermelhada na maturação. Polpa ácida, amarga, envolvendo muitas sementes. Frutificação: Inverno Propagação: Enxertia


                        Dentre os cítricos, não há árvore mais resistente do que a do limão-cravo. Não foi à toa, portanto, que ela difundiu-se com mais facilidade e velocidade por todos os recantos da América, assim que a família dos frutos cítricos foi trazida da Europa. Agora, quase não há rincão, quintal ou km silvestre deste continente em que não haja – ou em que não tenha havido um dia – pelo menos um …

Fruta do Conde

Introdução:

A ata pertence à família Annonaceae, gênero Annona, que inclui em torno de 120 gêneros e por volta de 2000 espécies. A espécie Annona squamosa produz frutos delicados, considerados dos melhores do gênero. A ata é também conhecida como pinha e fruta-do-conde no Brasil, anona blanca, sweetsop, anon, anona, rinon, atta del Brasil, srikaya, atis, etc.. 


De acordo com Braga (1960), a ateira é uma planta americana, talvez originária das Antilhas e regiões circunvizinhas. As Anonáceas são fruteiras tipicamente de clima tropical, apresentam boas perspectivas econômicas para a região Nordeste do Brasil, por serem culturas altamente adaptadas às condições locais e produzirem frutos a partir do mês de janeiro, suprindo parte da capacidade ociosa da indústria de suco de caju. 


Apesar de não se dispor de dados estatísticos, é notória a demanda crescente, tanto no mercado interno, como no externo pelos frutos de Annona squamosa L. Esse incremento na procura motivou os fruticultores e empre…