Pular para o conteúdo principal

Veigela ou (Weigela florida).








Seus ramos são longos e arqueados pelo peso da florada abundante que surge na primavera e esporadicamente no verão.  De tão belas, atraem muitos beija-flores e borboletas. Essa é uma das marcas registradas da veigela (Weigela florida), arbusto originário da Ásia que fez muito sucesso na Europa e Estados Unidos.
No Brasil, ainda não é tão fácil encontrar a espécie. Mas isso é questão de tempo, pois novas variedades não param de surgir."São mais de 170 cultivares de, permitindo um leque de opções para todos os gostos" comenta o técnico agrícola Maurício Oliveira. Já existem veigelas com flores vermelhas, brancas, púrpuras, rosas e opções bicolores, com vermelho e rosa, rosa e amarelo.... E o melhor: a veigela também é ornamental quando não está florida pois, além da tradicional de folhas verdes, existem plantas variegadas em tons de creme, púrpura ou verde que fica roxo no outono. Fora as curiosas espécies anãs, enquanto a veigela normal atinge mais de 3m tanto de altura quanto de diâmetro.
No Paisagismo, a veigela pode ser usada como planta isolada, bordadura ou formando maciços e renques. Variedades maiores podem servir até para formar cercas vivas de proteção " Acredito que, em breve, veremos muitas veigelas nas regiões de clima frio do nosso país" enfatiza Oliveira.

Como Cultivar:

Apesar de rústicaa veigela tem um ponto fraco: não tolera clima tropical. Por conta disso, o arbusto se desenvolve melhor em regiões com, baixas temperaturas, onde costuma ser cultivado sob sol pleno. Em lugares de clima subtropical e temperatura amena, o técnico Maurício de Oliveira recomenda plantar a espécis sob meia-sombra. O solo deve ser bem drenado enriquecido com matéria orgânica. Precisa de covas bem espaçosas, preenchidas com duas partes de substrato e uma de humus de minhoca. Nos primeiros seis meses após o plantio, é essencial regar três vezes por semana para o bom desemvolvimento do sestima radicular. Depois basta molhar nos períodos de estiagem, evitando que o canteiro fique muito seco.
As Flores da veigela aparecem logo no primeiro ano após o plantio. Para floradas sempre abundantes, no início e no fim da primavera adube com fertilizantes com macro e micronutrientes e alta concentração de fósforo, como o superfosfato simples "Lojas agrícolas costuma comercializar adubos foliares próprios para pulverização com água e outros para aplicar no solo, em sulcos no entorno no tronco, acompanhando a projeção da margem da copa" explica Oliveira.
Ao fim de cada floração da veigela, é recomendado podar um terço dos ramos mais velhos da planta. Esse procedimento diminui a incidência de pragas e doenças, além de manter o formato harmonioso da planta, que pode ficar com galhos muito esparsos se for cultivada em lugares sombreados.

Fonte: Revista Natureza , Ed:276, Janeiro de 2011, Páginas: 12 a 16. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você Sabe cuidar da sua Rosa do Deserto?

Aqui vão algumas dicas para que ela esteja sempre bonita:



A Rosa do Deserto é uma planta domestiscada cujo nome científico é Ademium obesum, ela necessita de polinização manual para sua reprodução, ou então adotar o método de mudas.

Modo de Cuidar:

A planta gosta de clima quente, seco e sol (a rosa precisa de muito sol para florecer);

Mantenha a areia ou a terra sempre úmida, porém sem encharcar (não é necessario regar todos os dias, somente quando a areia ou a terra em cima do vaso secar, não encharque mas regue regularmente, uma vez a cada três dias é o necessário);

É importante não deixar a água acumular em baixo do vaso. Adubar a planta a cada dois meses ( qualquer adubo orgânico para flores).



Preparação do Vaso:

No novo vaso, ( não tão maior que o atual, os vasos tem que ser trocados, porém o tamanho não pode ser muito diferente , deve-se aumentar o tamanho gradativamente). Coloque no fundo pedras, coloque uma manta de bedim para que as raizes não cheguem a sair do vaso, dai cubra…

Limão - Rosa.

Nome da fruta: Limão-cravo

Nome científico: Citrus bigaradia Loisel.
Família botânica: Rutaceae
Características da planta: Árvore de pequeno porte, chegando a cerca de 5 metros de altura, copa arredondada. Folhas de coloração verde intenso e pecíolo alargado, fortemente aromáticas quando maceradas. Flores pequenas, alvas, aromáticas e melíferas. Fruto: Tipo esperídio, globoso, ligeiramente achatado, casca de coloração verde-amarelada, amarela ou amarelo-avermelhada na maturação. Polpa ácida, amarga, envolvendo muitas sementes. Frutificação: Inverno Propagação: Enxertia


                        Dentre os cítricos, não há árvore mais resistente do que a do limão-cravo. Não foi à toa, portanto, que ela difundiu-se com mais facilidade e velocidade por todos os recantos da América, assim que a família dos frutos cítricos foi trazida da Europa. Agora, quase não há rincão, quintal ou km silvestre deste continente em que não haja – ou em que não tenha havido um dia – pelo menos um …

Fruta do Conde

Introdução:

A ata pertence à família Annonaceae, gênero Annona, que inclui em torno de 120 gêneros e por volta de 2000 espécies. A espécie Annona squamosa produz frutos delicados, considerados dos melhores do gênero. A ata é também conhecida como pinha e fruta-do-conde no Brasil, anona blanca, sweetsop, anon, anona, rinon, atta del Brasil, srikaya, atis, etc.. 


De acordo com Braga (1960), a ateira é uma planta americana, talvez originária das Antilhas e regiões circunvizinhas. As Anonáceas são fruteiras tipicamente de clima tropical, apresentam boas perspectivas econômicas para a região Nordeste do Brasil, por serem culturas altamente adaptadas às condições locais e produzirem frutos a partir do mês de janeiro, suprindo parte da capacidade ociosa da indústria de suco de caju. 


Apesar de não se dispor de dados estatísticos, é notória a demanda crescente, tanto no mercado interno, como no externo pelos frutos de Annona squamosa L. Esse incremento na procura motivou os fruticultores e empre…