terça-feira, 28 de julho de 2015

O MAIOR JARDIM VERTICAL DO MUNDO

            Já pensou ter uma verdadeira floresta do lado de fora de casa? A fachada do prédio Clearpoint Residences é coberta não apenas por simples plantas, mas árvores, samambaias e outras grandes folhagens. O projeto do escritório de arquitetura Milroy Perera Associates será o maior jardim vertical do planeta. Localizado a 10 quilômetros do centro de Colombo, a maior cidade do Sri Lanka, ele terá vista para o lago Diyawanna. São 164 apartamentos divididos em 46 andares, todos com amplas varandas ocupadas pelas plantas. Estes espaços externos funcionarão como “quintais” particulares dos moradores.
                  O jardim vertical contribui muito para o resfriamento dos interiores, fator importante no país, onde a temperatura média pode chegar a 34 °C. Para minimizar o calor, nenhum vidro de janela fica diretamente exposto ao sol – eles estão sempre protegidos pela sombra das árvores das varandas. O local e a orientação da construção também foram pensados para potencializar a ventilação natural. Além da sensação térmica, as plantas servem para proteção acústica e limpeza do ar. A irrigação do enorme jardim será automatizada com um sistema que economiza e coleta água da chuva. Há ainda outros fatores de sustentabilidade no empreendimento, como painéis solares para a energia de áreas comuns. O prédio deve ficar pronto no final de 2015


Bambu-moso

Gostaria de saber qual a planta que tem o crescimento mais rápido. Ouvi dizer que algumas plantas tem o crescimento tão rápido que pode ser percebido de um dia para o outro.” Gláucia Cristina – Nova Iguaçu/RJ

                      Gláucia, obrigada pelo carinho. Fico muito feliz quando percebo que realmente tenho ajudado meus leitores. Bem, isso é verdade mesmo: algumas plantas possuem o crescimento rápido o bastante para ser perceptível aos nossos olhos. Algumas trepadeiras possuem esta habilidade, no entanto, o vegetal como crescimento mais rápido que se conhece é o Bambu-moso, chamado de Phyllostachys edulis na comunidade científica.

                         Os bambus de maneira geral crescem apenas nos primeiros anos de vida. Depois de maduro, por mais longa que seja a vida (alguns vivem mais de 100 anos), o bambu não cresce 1 milímetro sequer. Isso, porque ele prefere canalizar suas energias para a formação de novos brotos e com isso, formar aquelas aglomerações que vemos por aí.
                     O Bambu-moso é um dos maiores e mais belos podendo chegar a 75 metros de altura e com o diâmetro em torno de 20 cm. Mas o mais impressionante é mesmo a rapidez no seu crescimento. Existem registros de um único broto que cresceu 1 METRO EM UM ÚNICO DIA, ou seja, 4 CENTÍMETROS POR HORA. Outro registro comprova um exemplar que cresceu 20 metros em apenas 2 meses.


domingo, 7 de junho de 2015

Schizolobium parahyba

Guapuruvu




O guapuruvu é uma árvore decídua de grande porte, podendo atingir facilmente 30 metros de altura. Ela ocorre naturalmente na floresta ombrófila densa e estacional decidual. Seu tronco é retilíneo, com ramificações apenas no alto. A casca é cinzenta, com cicatrizes provocadas pela queda das folhas e lenticelas. Sua copa é alta e aberta, de pouca sombra. As folhas são alternas, grandes, com cerca de 1 metro de comprimento, e caem com o passar do tempo. Elas são compostas bipinadas, com folíolos pequenos, elípticos e opostos. As inflorescências surgem de agosto a novembro, em numerosos cachos densos, eretos, de flores amarelas e muito vistosas. Os frutos amadurecem no outono e são vagens bivalvas, de forma obovada e cor parda. Cada um carrega apenas uma semente grande, lisa, oblonga e rígida, envolta por uma asa papirácea que se dispersa pelos ventos.
O guapuruvu é uma árvore de crescimento impressionante. Ela é apropriada para jardins extensos, assim como parques e praças, modificando em poucos anos a paisagem. Além do aspecto escultural de seu caule e copa, esta bela árvore ainda nos presenteia com uma floração espetacular. Sua madeira é clara, leve e macia, prestando-se para a caixotaria, artesanato, construção civil e fabricação de canoas. Estuda-se também sua utilização como fonte de celulose. É uma espécie pioneira, indicada para recuperação inicial de áreas degradadas. Sua floração é atrativa para as abelhas.
Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano após o plantio. Planta higrófita, prefere locais úmidos como as margens dos rios e é capaz de tolerar encharcamento. Multiplica-se por sementes, sendo interessante a quebra da dormência através da escarificação mecânica (o tegumento da semente deve ser desgastado no lado oposto ao hilo), escarificação em ácido sulfúrico ou imersão em água quente. As sementes permanecem viáveis por muitos anos se armazenadas em local arejado e fresco.

sábado, 16 de maio de 2015

Aprenda a cultivar árvores frutíferas em vasos

Seja para decoração da casa ou o contato direto com a natureza, degustação e apreciação, as árvores frutíferas plantadas em vaso são criadas por um grande número de moradores que não dispensam um jardim ou horta em seu dia a dia.





As miniárvores são delicadas e produzem frutos tão saborosos quanto os de uma árvore de tamanho convencional. As espécies dependem apenas de pequenas adaptações na varanda – ou em qualquer outro espaço de sua escolha. Em áreas um pouco maiores é possível até cultivar um mini pomar.
Para a implantação perfeita de uma miniárvore, a indicação é que o vaso tenha 80 cm de largura por 85 cm de profundidade. Para que a plantação não seja prejudicada, é indispensável impermeabilizar o vaso; lembrando que a terra não pode ser dura ou empedrada. O melhor a fazer é inserir pedrinhas e uma camada de argila ou argila expandida para a drenagem da água, o que contribui para saúde e desenvolvimento da raiz.
Alguns cuidados especiais na adubação fazem toda a diferença no resultado final do seu plantio. Os adubos com liberação lenta, ricos em fósforo, duram até três meses e são os mais indicados para as árvores frutíferas, e a inserção de terra vegetal e húmus de minhoca também auxilia. A rega é outro ponto primordial e precisa ser realizada três vezes durante a semana em quantidade razoável, sem deixar a terra encharcada. As mudas precisam de iluminação solar, e o mínimo indicado é de quatro horas ao dia. As espécies preferidas para cultivo são: acerola, pitanga, romã, jabuticaba, pêssego, limão siciliano, mirtilo, amora e cajá-manga.



Agora vamos ao passo a passo para o plantio superfácil de uma árvore frutífera em vaso. Acompanhe:
Material:
- 1 muda de árvore frutífera ;
- Argila expandida;
- Terra vegetal;
- Cascalho pequeno;
- Vaso de terracota (seu tamanho deve ser proporcional ao tamanho da muda);
- Manta drenante;
- Pá.
Importante: a quantidade de terra, argila e cascalho vão depender do tamanho da muda e do vaso, mas a recomendação é comprar um saco de cada para futuras manutenções.
1º PASSO:
Coloque a manta drenante no fundo do vaso para a terra não escapar pelo dreno e também para permitir que a planta respire.
2º PASSO:
Cubra a manta drenante com a argila expandida. O recomendado é uma camada de cerca de cinco centímetros.
3º PASSO:
Sobre a argila expandida, coloque mais um pedaço da manta drenante.
4º PASSO:
Coloque uma camada de terra para que a raiz da muda fique na altura correta (o topo da muda, onde começa o caule, deve ficar a mais ou menos três centímetros da borda do vaso).
5º PASSO:
Remova cuidadosamente o plástico que envolve o torrão. Ele precisa ser mantido íntegro para que a raiz não seja prejudicada, o que pode atrapalhar o desenvolvimento da árvore.
6º PASSO:
Centralize a planta no vaso.
7º PASSO:
Complete os espaços com mais terra, mas não ultrapasse o colo do torrão, que é a região de transição entre o tronco e a raiz da planta.
8º PASSO:
Compacte a terra com as mãos até que a superfície fique uniforme.
9º PASSO:
Espalhe o cascalho ao redor da planta para fazer o acabamento.
10º PASSO:
Faça a primeira rega. Esta deve ser abundante para retirar as bolhas de ar e assentar o torrão.

Morar perto de árvores reduz casos de depressão, diz estudo.

                    Pesquisadores do Instituto de Medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido, desenvolveram um estudo que relaciona a arborização com a saúde mental. Segundo os especialistas, quanto mais árvores, menos quadros de depressão são identificados.

                            O estudo “Paisagem e Urbanismo” foi publicado na revista científica Science Direct. Os dados analisados pelos pesquisadores foram coletados em Londres, no período de 2009 a 2010. Entre as informações consideradas estão a quantidade de árvores nas proximidades das casas dos pacientes e as informações médicas acerca da saúde mental de cada um. Além disso, variáveis como as condições sociais, tabagismo e idade também entraram nas análises.
Para a pesquisa foram usadas apenas as informações sobre a quantidade de árvores na rua, na proximidade das residências. Os parques e outros espaços públicos de lazer não foram validados. A proposta era avaliar o impacto que a natureza em meio urbano pode ter sobre as pessoas.
                     Ao cruzar as informações, os pesquisadores identificaram: 40 árvores por quilômetro quadrado, com uma prescrição de antidepressivos que varia de 358 a 578 a cada mil pessoas. Nos locais com maior densidade de árvores, as taxas de prescrição médica para remédios antidrepressivos foi menos.
De acordo com o estudo, para cada árvore adicional houve 1,38 menos prescrições para a população. Quando todas as variáveis foram consideradas, a redução foi um pouco menor, de 1,18.
Mesmo com números positivos, os pesquisadores não podem garantir que essa melhoria seja realmente causada pela quantidade de árvores. O que se estima é que locais com a paisagem mais verde estimulam as pessoas a praticarem mais atividades físicas, a interagirem com a comunidade, entre outras coisas que proporcionam maior saúde e bem-estar. 

Redação CicloVivo

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Malpighia emarginata

ACEROLA: 

A acerola ou aceroleira é um arbusto ou arvoreta, frutífera e ornamental, cultivada em regiões tropicais de todo o mundo, principalmente por seus frutos altamente nutritivos. Seu tronco é ramificado desde à base, a copa é densa e o porte é pequeno, geralmente entre 3 e 5 metros de altura. As folhas são simples, opostas, ovaladas a lanceoladas, pequenas, brilhantes e de cor verde-escura. As margens das folhas são inteiras ou onduladas e possuem pequenos pêlos, que podem provocar irritação na pele. As inflorescências são do tipo corimbo, sésseis, e despontam na axilas foliares, com três a cinco flores. Essas por sua vez são hermafroditas, pentâmeras, com pétalas franjadas de cor branca ou rosa. Os frutos amadurecem entre 22 a 30 dias após a floração. Eles são do tipo drupa, com casca lisa, delicada e brilhante e polpa carnosa, suculenta e aromática, com três gomos que protegem respectivamente três sementes. Os frutos podem ser de cor laranja ou vermelha quando maduros, de acordo com a cultivar.
Apesar da aceroleira ser uma planta frutífera, e isso criar uma certa ressalva entre alguns paisagistas, ela se comporta de maneira um tanto diferente das árvores frutíferas mais comuns. Por ser tropical, ela é mais rústica e resistente a doenças e pragas, e menos exigente em manejo, ao contrário de laranjeiras e macieiras por exemplo. Além disso, forma naturalmente um arbusto, que pode obter a forma mais compacta com podas conduzidas. Seus frutos miúdos são ornamentais e atraem a avifauna. É uma árvore perfeita para os atuais quintais domésticos, cada vez menores e otimizados. Pode ser plantada em vasos e assim decorar pátios, terraços e outras áreas pavimentadas. Também é excelente em renques, formando uma útil cerca viva, que além de cumprir suas funções paisagísticas, ainda fornece frutos. Os apreciadores da arte bonsai também gostam de utilizar a acerola em seus cultivos, visto que tem folhas, flores e frutos naturalmente pequenos, sendo mais simples e rápido o seu treino até a formação de uma árvore miniaturizada.
O fruto tem sabor agradável, mais ou menos doce e ácido, com aroma que lembra a uva e a maçã, e rico em vitamina C. É reputado como uma das frutas mais ricas nesta vitamina, possuindo mais de 30 vezes o teor da laranja e podendo conter 5 gramas em apenas 100 gramas da polpa. Ele pode ser consumido in natura ou na forma de sucos, picolés, sorvetes, geléias, caldas, compotas, etc. No entanto é bom lembrar que, sendo a vitamina C uma substância volátil, quanto menos o fruto for processado melhor é o aproveitamento do seu valor nutritivo. No Brasil são crescentes o tamanho e o número das áreas de cultivo para aproveitamento dos frutos na agroindústria de polpa congelada, principalmente no nordeste. Há centenas de cultivares de acerola, com diferentes características fenotípicas e capacidades de adaptação a diversos climas e solos. Entre as cultivares mais difundidas podemos citar ‘Apodi’, ‘Cabocla’, ‘Cereja’, ‘Frutacor’, ‘Okinawa’, ‘Olivier’, ‘Costa Rica’, ‘Junco’, ‘Roxinha’, ‘Flor Branca’, ‘Rubra’ e ‘Sertaneja’, muitas dessas desenvolvidas pela Embrapa.
Deve ser cultivada sob sol pleno em solo fértil, profundo, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. As plantas destinadas à formação de bonsai podem se dar bem em condições de semi-sombreamento. Nas regiões norte, nordeste e centro-oeste, onde o clima é permanentemente quente, a acerola frutifica ao longo do ano todo, enquanto que no sul e sudeste, com estações mais marcadas, a frutificação costuma se concentrar na primavera e verão. Não tolera estiagem prolongada ou encharcamento. Para uma boa produção de frutos convém irrigar e fertilizar durante os meses de floração e frutificação. Multiplica-se por estaquia de ponteiro, enxertia e por sementes. Para a obtenção de plantas sabidamente produtoras de frutos de qualidade, deve-se adquirir mudas com boa procedência formadas por métodos vegetativos, como enxertia ou estaquia.

Estamos de volta !!!

Boa tarde Pessoal, sei que andei meio sumido !!!  Estamos no facebook.com/ocultivoavida Agora estou cuidando mais da parte de Recuper...