quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

NOGUEIRA - PECAN.

(Carya illinoinensis)

A nogueira-pecan é uma grande árvore frutífera, decídua, monóica, longeva e ornamental, originária da América do Norte. A palavra “Pecan” significa “Noz que necessita de uma pedra para quebrar”. O porte desta árvore impressiona, principalmente nos indivíduos mais velhos, que chegam a alcançar 44 metros de altura. Seu crescimento no entanto é bastante lento, e com 10 anos, alcança cerca de 5 metros de altura. A média das nogueiras-pecan adultas é de 12 a 23 metros, com 2 metros de diâmetro de tronco. O tronco é retilíneo e a casca, cinzenta e lisa nos indivíduos jovens, torna-se sulcada, áspera e marrom avermelhada com o passar dos anos. As folhas são alternas, verdes e pinadas, com cerca de 9 a 17 folíolos acuminados.

As inflorescências são terminais, sendo do tipo amentilho nas masculinas, que são longas e pêndulas, com numerosas flores, e do tipo espiga nas femininas, que tem flores menores e em menor número. As flores não são muito atrativas, pois são verdes e discretas, confundindo-se com a folhagem. A polinização é feita pelo vento. Os frutos são do tipo drupa, e consistem de uma noz ovóide a oblonga, envolta em uma casca verde e espessa, que se torna marrom e se abre quando madura, dividindo-se em quatro partes. A noz apresenta uma casca lenhosa e contém uma amendoa deliciosa, com sabor rico, único, doce e amanteigado. As nozes podem ser consumidas frescas ou cozidas, em uma grande variedade de pratos doces e salgados, com destaque para tortas, chocolates, licores, assados, saladas, rizotos, sorvetes, bolos finos e docinhos de festa. São reconhecidamente muito nutritivas e consideradas como alimento funcional, principalmente por serem ricas em minerais essenciais, vitamina E e ácidos graxos monoinsaturados e polinsaturados.

É uma árvore elegante, para se cultivar em amplos jardins residenciais, industriais ou em pomares domésticos. Seu tamanho adulto deve ser levado em consideração na escolha do espaço, para que não venha a se tornar um problema mais tarde. É uma espécie que requer paciência, mas que recompensa por várias gerações o cuidado desprendido. A manutenção é mínima e reduzida aos cuidados do plantio e dos primeiros anos após a implantação. A madeira também é de excelente qualidade, interessante na produção de móveis. As nozes são atrativas para os esquilos.


A nogueira-pecan deve ser cultivada sob sol pleno, preferencialmente em solos férteis, profundos, enriquecidos com matéria orgânica e irrigados regularmente nos primeiros anos de implantação. Tem grande capacidade de adaptação, vegetando bem em diferentes tipos de solo e condições climáticas. No entanto, não tolera encharcamentos ou secas prolongadas. De crescimento lento, deve ser fertilizada anualmente. Multiplica-se por sementes, mas mais comumente por estaquia, enxertia e borbulhia. Os cavalos geralmente são cultivados de sementes, enquanto que os cavaleiros por borbulhia. Ocorrem mais de 500 diferentes variedades de nogueiras-pecan, que variam principalmente quanto a produtividade e características dos frutos. Mudas enxertadas de plantas híbridas podem iniciar a produção entre o 2º e o 4º após o plantio. Mudas oriundas de sementes iniciam a produção entre 15 a 20 anos após o plantio. Em ambos os casos a longevidade das plantas é bastante elevada, superando 200 anos. O espaçamento recomendado situa-se entre 7 a 10 metros entre plantas e entrelinhas.




domingo, 12 de fevereiro de 2012

Parque das Flores Emirados Árabes

É o primeiro parque no Guinness World Record pelo maior número de cestas de flores em suspensão. Fica em Al Ain, Emirados Árabes Unidos, a 160 km de Abu Dhabi (capital) Al Ain significa “Primavera”.
Com pouco mais que a área de quatro campos de futebol, as passadeiras entre os canteiros têm cerca 2400 metros. Os jardins situam-se num antigo oásis de águas subterrâneas abundantes. Devido à rapinagem de flores já teve que ser temporariamente encerrado ao público, atualmente está previsto o seu alargamento.






domingo, 29 de janeiro de 2012

Írís - Branca

(Iris germanica var. Florentina)

Essa variedade de íris apresenya flores grandes, brancas e com formato que lembra o de algumas orquídeas. Elas surgem durante a primavera no alto de hastes de 60 cm de altura, entre folhas longas, líneares e pouco mais claras e acinzentadas do que as íris tradicionais.




Conhecida como íris branca (Iris germanica var. Florentina) a planta se espalha por meio de rizomas - espécie de caule subterrâneo , e forma touceiras densas.Perfumados , os rizomas são usados pela undústria de cosméticos.
No jardim , a íris - branca pode compor canteiros sob sol pleno ou cultivada em vasos. O substrato precisa ser bem drenado e fértil e só deve ser irrigado quando estiver seco, em geral uma vez por semana, esse cuidado evita o aparecimento de pragas e doenças.

TEXTO: Revista Natureza, Ed:275, Pág 49, Dezembro de 2010.
FOTO: http://www.dvis-ais.org/gallery/Species,Species-X/Iris_florentina_Rare_Edition_IB_DSC02088

Falso - íris

(Neomarica caerulea)

O falso-íris apresenta folhagem muito ornamental, disposta em leque. As flores azuis são grandes e bonitas, porém são pouco duráveis. É uma planta apropriada para canteiros de baixa manutenção, exigindo poucas adubações periódicas. Pode ser cultivada em conjuntos com outras plantas, assim como em maciços ou como bordadura. A floração pode se extender durante o ano todo, mas é mais abundante na primavera e no verão.



Devem ser plantadas a pleno sol ou meia-sombra, em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Aprecia o frio. Multiplica-se por divisão da planta.

FOTO: http://www.rareflora.com/nemaricareg.html
TEXTO: http://www.jardineiro.net/br/banco/neomarica_caerulea.php

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Palmeira - Ráfis

(Rhapis excelsa)
A palmeira-rápis é uma elegante palmeira, ereta e entouceirada, muito utilizada na decoração de interiores. Os japoneses foram os primeiros a utilizá-la como ornamental, coletando espécimes na China, para adornar o Palácio Imperial.
Ela apresenta múltiplos estipes (caules), semelhantes ao bambú e revestidos com uma fibra rústica e marrom. As folhas são palmadas, plissadas, de coloração verde-escura e muito brilhantes. Planta dióica, com inflorescências ramificadas, compostas de pequenas flores amarelas que originam frutos ovóides e brancos, de pouca importância ornamental. Ocorrem formas miniaturas e de folhas mais largas ou variegadas também, muito caras e raras em cultivo.
De crescimento lento, a palmeira-rápis pode alcançar até 4 metros de altura. Sua utilização paisagística é bastante ampla, podendo ser plantada isolada ou em grupos, inclusive compondo graciosas cercas vivas de desenho informal. Encaixa-se com perfeição em jardins de inspiração oriental ou tropical. É também muito popular na decoração de escritórios, lojas, eventos, shoppings centers e salas de estar. Quando plantada sob sol pleno, apresenta uma coloração verde mais clara nas folhas, que amarelam mais rapidamente.
Deve ser cultivada sob sol pleno, meia-sombra, sombra ou luz difusa, em solo fértil e bem drenável, irrigado regularmente. A palmeira-rápis aprecia a umidade, mas não tolera o encharcamento. Regas regulares em substratos muito bem drenados são ideais para o seu cultivo em climas quentes. Leves adubações anuais são o suficiente para plantas cultivadas em ambientes internos. Não tolera geadas, ambientes muito secos ou com ar condicionado por tempo prolongado. Aprecia o clima ameno. Multiplica-se por sementes e divisão das touceiras.
Autor: Raquel Patro
Conteúdo sob Licença Creative Commons

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Vidália

( Azorina vidali)
A vidália é uma espécie herbácea e florífera, endêmica dos Açores. Seu porte é arbustivo, alcançando 1 metro de altura. As folhas são glabras, lanceoladas a lineares, de cor verde-escura ou verde-bronzeada. Em suas inflorescências terminais e eretas, despontam flores cerosas, pendentes e delicadas, de corola campanulada e cor branca a rosa. Floresce duas vezes por ano, na primavera e no outono. Apesar da beleza única e delicada de suas flores, curiosamente esta planta é raramente cultivada como ornamental. É uma espécie protegida pela Convenção de Berna e pela Directiva Habitats, devido ao grande risco de extinção. É o único gênero endêmico dos Açores e uma das mais belas espécies das ilhas.
É tolerante à maresia e salinidade. No seu habitat, cresce principalmente nas fendas das falésias costeiras mas também em reentrâncias de encostas íngremes com depósitos arenosos, sempre em locais expostos, à mercê das intempéries. Surge também em telhados e nos vãos de muros. Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo drenável, rochoso ou arenoso e enriquecido com matéria orgânica. Cresce mesmo em solo pobres. Multiplica-se por sementes.
Autor: Raquel Patro
Conteúdo sob Licença Creative Commons

Madressilva - dos - Bosques

(Lonicera - periclymenum)




Típica de clima temperado, essa trepadeira tem florada exuberante, composta por flores perfumadas com cálices róseo - avermelhdos que mudam de cor a medida que os dias passam - ficam esbranquiçados e depois amarelados. Os frutos vermelhos também atraem aves para o jardim. Vigorosa, a espécie é muito usada para revestir alambrados, cercas e muros sob sol pleno ou meia - sombra, originária da Europa, norte da África e oeste da Ásia, essa madressilva não exige solo fértil desde que o local esteja úmido.




Fonte: Revista Natureza, Pág 7. Ed: 278, Editora Europa, Março de 2011

Foto: http://www.anniesremedy.com/herb_detail359.php

Estamos de volta !!!

Boa tarde Pessoal, sei que andei meio sumido !!!  Estamos no facebook.com/ocultivoavida Agora estou cuidando mais da parte de Recuper...