sábado, 31 de julho de 2010

sábado, 24 de julho de 2010

Pesquisadores identificam planta capaz de neutralizar o veneno da surucucu.




Pesquisadores identificam planta capaz de neutralizar o veneno da surucucu:

Uma pesquisa inédita da UFF (Universidade Federal Fluminense) identificou uma planta capaz de neutralizar o veneno da cobra surucucu, uma das mais letais e a maior serpente venenosa da América do Sul.

O estudo de Rafael Cisne e André Fuly analisou as propriedades antiofídicas de 12 plantas brasileiras e descobriu que o extrato da S. barbatiman se mostrou totalmente eficaz contra o veneno da cobra surucucu, inclusive depois de submetido ao aquecimento de 80°C, oferecendo a mesma proteção.

Popularmente conhecida como 'barbatimão', 'barba-de-timão' ou 'casca da virgindade', a planta também possui outras atividades terapêuticas como cicatrizante, anti-hemorrágica e antimicrobiana.

Os acidentes com cobras são hoje combatidos com o soro antiofídico, mas eles apresentam vários efeitos colaterais, além de custos altos e dificuldades na distribuição, devido à exigência de conservação em baixas temperaturas.

O estudo, desenvolvido no Laboratório de Venenos e Toxinas de animais e Avaliação de Inibidores (Lavenotoxi), da UFF, e coordenado pelo professor André Lopes Fuly, mostra a distribuição dos acidentes ofídicos no Brasil, por Estado, a sazonalidade com que ocorrem, os efeitos que provocam no organismo humano e porque são considerados um problema de saúde pública grave.

Embora a maioria dos acidentes ocorra na zona rural, há certas evidências, segundo a pesquisa, de uma possível adaptação das serpentes às periferias das cidades, pois as precárias condições de saneamento básico propiciam a proliferação de roedores, que servem de alimento para as serpentes.

As vítimas são, preferencialmente, do sexo masculino, com idades entre 15 e 49 anos e, em 70% dos casos, são atingidos os membros inferiores. Os acidentes ocorrerem com mais freqüência nos meses quentes e chuvosos. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste esse aumento ocorre entre os meses de setembro a março, enquanto que na região Nordeste, o aumento é de janeiro a maio e, na região Norte, observa-se de maneira uniforme durante todo o ano. O Estado com o maior número de registros de ocorrência é o Pará, seguido de Minas Gerais, Bahia e São Paulo.

FONTE:http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/07/20/pesquisadores-identificam-planta-capaz-de-neutralizar-o-veneno-da-surucucu.jhtm

quarta-feira, 21 de julho de 2010

DUDA SENTIREMOS SUA FALTA !!




Quem ja não perdeu um cão, o meu é o 4º, Duda tenho uma coisa a dizer obrigado pelo momentos de Alegria ao seu lado, obrigado pela brincadeiras junto a vc, que vc descanse em paz e se junte a Lessi, Dara, Laica, que deus a tenha aonde vc estiver, Obrigado do fundo do eu coração!!
Sempre Lembrarei de vc , que saudade de vc!!
Te amamos !!!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A erva-mate contra o mal de Parkinson.



Esse efeito acaba de ser constatado por cientistas da Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina. Depois de testar o extrato da planta em ratos induzidos à doença, eles observaram que algumas de suas substâncias mostraram-se capazes de protegê-los. Em outra investigação os animais receberam o fi toterápico com a medicação tradicional e os resultados foram ainda mais signifi cativos. Parte das cobaias chegou a recuperar completamente os movimentos. O estudo ainda é preliminar, mas já provou que a erva-mate pode ser utilizada na prevenção desse mal degenerativo e também como coadjuvante no tratamento, conta a farmacêutica Luciane Costa Campos, chefe da pesquisa.

FICHA DA PLANTA
Nome científico: Ilex paraguariensis St. Hilaire
Nomes populares: erva-mate, mate, erva-chimarrão, chá-do-brasil
Formas de consumo: na região Sul a bebida, bem concentrada, leva o nome de chimarrão; no Sudeste serve-se o chá quente e gelado; no Centro-Oeste seu nome é tereré, versão tropical do chimarrão, com gelo e limão
Origem: América do Sul
Características: seu caule, de cor acinzentada, tem em média 30 centímetros de diâmetro. O porte é variável e, dependendo da idade, pode atingir 12 metros de altura. Quando podada não passa dos 7 metros
Parte usada: folhas

FONTE:http://saude.abril.com.br/edicoes/0286/medicina/conteudo_236230.shtml

Um planeta sustentável começa dentro de casa.


Um planeta sustentável começa dentro de casa

Pode parecer exagero, mas um banho de 15 minutos é o bastante para estourar o consumo de água diário estabelecido pela ONU para atender as necessidades de consumo e higiene.

Esse simples banho de 15 minutos gera um gasto de 135 litros de água. Pelos padrões da ONU, o consumo deveria ficar em torno de 110 litros diários por pessoa.

Levando à conta os gastos de água para fazer comida, lavar a louça, escovar os dentes, lavar a roupa, regar as plantas, ingerir na hora de matar a sede... pronto. O consumo médio por pessoa é sinônimo de desperdício.

A única saída é educar e estabelecer regras que comecem dentro de casa. Veja a seguir as principais delas:

1. No banheiro

Banho
Ele deve ser rápido. Ligue a água para se molhar, feche o registro e se ensaboe. Depois abra o registro e tire a espuma. Habitue-se a usar uma bacia sob os pés para armazenar a água do banho e depois usá-la para lavar o quintal, por exemplo.
A água que cai do chuveiro também pode ser reaproveitada para lavar a roupa ou qualquer outra atividade da casa. Para isso, deve-se colocar um balde ou bacia embaixo para armazenar aquela água.
Escovar os dentes
Uma escovada de cinco minutos com a torneira não muito aberta representa um gasto de 12 litros de água. Por isso molhar a escova e fechar a torneira e depois enxaguar a boca com um copo de água pode significar a economia de 11,5 litros de água.
Lavar o rosto
Ao lavar o rosto em um minuto, com a torneira meio aberta, uma pessoa gasta 2,5 litros de água. A dica é não demorar.
O mesmo vale para o barbear. Em 5 minutos gastam-se 12 litros de água. Com economia o consumo cai para 2 a 3 litros.
Vaso sanitário
Uma bacia sanitária com a válvula e tempo de acionamento de 6 segundos gasta de 10 a 14 litros. Opte por bacias sanitárias de 6 litros por acionamento (fabricadas a partir de 2001), que podem chegar a volumes de 6 litros por descarga. Fique de olho na válvula defeituosa, que podem levar o consumo à casa dos 30 litros. Não use a privada como lixeira ou cinzeiro e nunca acione a descarga à toa.

2. Na cozinha

Lavando a louça
Limpe os restos de comida dos pratos e panelas com esponja e sabão e, só aí, abra a torneira para molhá-los. Ensaboe tudo e, então, abra a torneira novamente para novo enxágue. Ao beber um copo d’água, você gastará outros dois apenas para lavá-lo.
Lavando louça com a torneira meio aberta por 15 minutos, serão utilizados 117 litros de água. A economia com as dicas acima pode chegar a 20 litros. Uma lavadora de louças com capacidade para 44 utensílios e 40 talheres gasta 40 litros. Só a utilize quando estiver cheia.
Frutas e verduras
Na higienização, utilize cloro ou água sanitária de uso geral (uma colher de sopa para um litro de água, por 15 minutos). Depois, coloque duas colheres de sopa de vinagre em um litro de água e deixe por mais 10 minutos, economizando o máximo de água possível.

3. Área de serviço

Lavar roupa
No tanque, com a torneira aberta por 15 minutos, o gasto de água pode chegar a 279 litros. O melhor é deixar acumular roupa, colocar a água no tanque para ensaboar e manter a torneira fechada. A lavadora de roupas com capacidade de 5 quilos gasta 135 litros. O ideal é usá-la somente com a capacidade total. Por isso, sempre junte a roupa suja antes de ligar a máquina ou usar o tanque. Não lave uma peça por vez.
Se na sua casa as roupas são lavadas no tanque, deixe as roupas de molho e use a mesma água para esfregar e ensaboar. Use água nova apenas no enxágüe. E aproveite esta última água para lavar o quintal ou a área de serviço.

4. Calçada e carro

Quintal
Adote o hábito de usar a vassoura, e não a mangueira, para limpar a calçada e o pátio da sua casa. Lavar calçada com a mangueira é um hábito comum e que traz grandes prejuízos. Em 15 minutos são perdidos 279 litros de água.
Carro
Muita gente gasta até 30 minutos ao lavar o carro. Com uma mangueira não muito aberta, gastam-se 216 litros de água. Com meia volta de abertura, o desperdício alcança 560 litros. Para reduzir, basta lavar o carro somente uma vez por mês -- com balde. Nesse caso, o consumo é de apenas 40 litros. (Sabesp)



Fonte de pesquisa: Jornal Diário do Pará


FONTE: http://www.paisagismobrasil.com.br/index.php?system=news&news_id=1629&action=read

Schizolobium parahyba ou Guapuruvu



Nome Científico: Schizolobium parahyba
Sinonímia: Caesalpinia parahyba, Cassia parahyba, Schizolobium amazonicum, Schizolobium excelsum, Schizolobium glutinosum, Schizolobium kellermanii
Nome Popular: Guapuruvu, Bacurubu, Bacuruvu, Badarra, Bacuruva, Birosca, Faveira, Ficheira, Gapuruvu, Garapuvu, Guarapuvu, Guavirovo, Gabiruvu, Igarapobu, Pau-de-vintém, Pataqueira, Pau-de-canoa, Paricá, Pau-de-tamanco, Guapiruvu
Família: Fabaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Brasil
Ciclo de Vida: Perene
O guapuruvu é uma árvore decídua de grande porte, podendo atingir facilmente 30 metros de altura. Ela ocorre naturalmente na floresta ombrófila densa e estacional decidual. Seu tronco é retilíneo, com ramificações apenas no alto. A casca é cinzenta, com cicatrizes provocadas pela queda das folhas e lenticelas. Sua copa é alta e aberta, de pouca sombra. As folhas são alternas, grandes, com cerca de 1 metro de comprimento, e caem com o passar do tempo. Elas são compostas bipinadas, com folíolos pequenos, elípticos e opostos. As inflorescências surgem de agosto a novembro, em numerosos cachos densos, eretos, de flores amarelas e muito vistosas. Os frutos amadurecem no outono e são vagens bivalvas, de forma obovada e cor parda. Cada um carrega apenas uma semente grande, lisa, oblonga e rígida, envolta por uma asa papirácea que se dispersa pelos ventos.

O guapuruvu é uma árvore de crescimento impressionante. Ela é apropriada para jardins extensos, assim como parques e praças, modificando em poucos anos a paisagem. Além do aspecto escultural de seu caule e copa, esta bela árvore ainda nos presenteia com uma floração espetacular. Sua madeira é clara, leve e macia, prestando-se para a caixotaria, artesanato, construção civil e fabricação de canoas. Estuda-se também sua utilização como fonte de celulose. É uma espécie pioneira, indicada para recuperação inicial de áreas degradadas. Sua floração é atrativa para as abelhas.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano após o plantio. Planta higrófita, prefere locais úmidos como as margens dos rios e é capaz de tolerar encharcamento. Multiplica-se por sementes, sendo interessante a quebra da dormência através da escarificação mecânica (o tegumento da semente deve ser desgastado no lado oposto ao hilo), escarificação em ácido sulfúrico ou imersão em água quente. As sementes permanecem viáveis por muitos anos se armazenadas em local arejado e fresco.

FONTE:http://www.jardineiro.net/br/banco/schizolobium_parahyba.php

Lixo urbano como fonte de energia


Lixo urbano como fonte de energia
Autor: Anita Cid - Data: 30/6/2010

excesso de lixo e o que fazer com ele é um problema constantemente retratado pela mídia e especialmente aqui na revista AuE Paisagismo Digital. No entanto, este problema está se tornando a solução para outro problema: a geração de energia.

O agravamento dos problemas ambientais em todo o globo indica que o uso de combustíveis fósseis como o petróleo e o gás natural devem ser substituídos por fontes renováveis de energia; os transtornos causados pela formação de grandes represas vêm tornando cada vez mais difícil a viabilização de empreendimentos de hidroeletricidade; alternativas como energia eólica e solar ainda são caras. Diante disso, surgem novas opções, dentre elas a utilização dos gases provenientes do lixo.

Do outro lado, a intensificação das atividades humanas nas últimas décadas tem gerado um acelerado aumento na produção de lixo urbano, tornando-se um grave problema para as administrações públicas. O aumento desordenado da população e o crescimento sem planejamento de grandes centros dificultam as ações de manejo dos resíduos além de que, o uso de lixões nas grandes cidades ainda é muito comum, o que acarreta problemas de saúde e ambientais. A decomposição da matéria orgânica promove a liberação do biogás, cujos principais constituintes são o gás carbônico e o metano, que corresponde a cerca de 50% e é um gás de efeito estufa, cuja emissão favorece o aquecimento global, além de gerar odores desagradáveis e oferecer riscos de explosão. No entanto, este gás possui alto teor calórico, fazendo com que seja uma interessante fonte de energia. Vejamos como isso ocorre:

Após dispostos nos aterros sanitários, os resíduos sólidos urbanos, que contém significativa parcela de matéria orgânica biodegradável, passam por um processo de digestão anaeróbia. O processo de digestão anaeróbia dos resíduos ocorre pela ação de microorganismos que transformam a matéria orgânica em um gás conhecido no Brasil como "biogás". O biogás gerado nos aterros sanitários é composto basicamente pelos seguintes gases: metano (CH4), dióxido de carbono (CO2), nitrogênio (N2), hidrogênio (H2), oxigênio (O2) e gás sulfídrico (H2S).

Pelas características dos resíduos sólidos no Brasil, o biogás gerado na maioria dos aterros sanitários apresenta elevada concentração de metano, acima de 55%, e de Dióxido de Carbono, acima de 30%.

Além de sua simples queima, estão sendo implantadas unidades de geração de energia elétrica. O biogás pode ser utilizado também em sistemas de calefação ou como combustível veicular, sendo que nesta última alternativa haverá a necessidade de instalação de uma unidade de beneficiamento para aumentar o teor de metano do biogás.

Para cada tonelada de resíduo disposto em um aterro sanitário são gerados em média 200 Nm³ de biogás. A geração de biogás é iniciada após alguns meses do início do aterramento de resíduos e continua cerca de 15 anos após o encerramento da atividade.

Para que seja possível a recuperação energética do biogás, um aterro sanitário deverá contar com os seguintes sistemas:

*Sistema de impermeabilização superior: este sistema deverá evitar a fuga do biogás para atmosfera. A cobertura superior dos aterros sanitários normalmente é feita com argila de baixa permeabilidade compactada;

*Poços de drenagem de biogás: estes poços, escavados na massa de resíduos, normalmente são feitos com brita e podem ser verticais ou horizontais. Alguns aterros sanitários adotam um sistema misto.

*Rede de coleta e bombas de vácuo: a rede de coleta de biogás leva o biogás drenado dos poços para a unidade de geração de energia elétrica. A rede coletora de biogás normalmente é constituída por tubos de polietileno de alta densidade e deve ser aterrada para evitar acidentes. As bombas de vácuo são importantes para compensar as perdas de carga nas tubulações e garantir uma vazão regular de biogás para a unidade de geração de energia elétrica.

*Grupos Geradores: estes equipamentos utilizam normalmente motores de combustão interna desenvolvidos especialmente para trabalharem utilizando o biogás como combustível. Também é possível a geração de energia elétrica através da utilização de turbinas.


A implantação de unidades de geração de energia elétrica em aterros sanitários deverá ser precedida de estudo de viabilidade técnica e econômica. Este estudo deverá obrigatoriamente indicar o potencial de geração de biogás no aterro sanitário, em função da quantidade e da composição dos resíduos aterrados e avaliar o custo de geração de energia elétrica comparando-o com o valor cobrado pela concessionária local.

Divulgue esta ideia. Pense no planeta e ajude as futuras gerações a ter uma vida melhor!

Fonte: Escola Nacional de Serviços Urbanos do IBAM e Ministério das Cidades

FONTE: http://www.auesolucoes.com.br/paisagismo/?id=Lixo-urbano-como-fonte-de-energia&in=776

Browallia americana ou Brovália Azul



Nome Científico: Browallia americana
Sinonímia: Browallia viscosa, Browallia elata
Nome Popular: Brovália, Brovália Azul
Família: Solanaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: América Latina
Ciclo de Vida: Perene
A brovália é um pequeno arbusto muito florífero que vem se popularizando devido à sua rusticidade e beleza. Seu caule é ramificado, de textura herbácea, formando pequenas moitas que alcançam de 40 a 60 cm de altura, por 50 cm de largura. As flores tem o formato de estrela e são geralmente azuis, com o centro branco e piloso. Ocorrem ainda variedades de flores violáceas e brancas. A floração se estende pela primavera e verão. Por sua semelhança com a planta "não-se-esqueças-de-mim" (Myosotis alpestris), a brovália recebeu o nome de "não-se-esqueças-de-mim-da-jamaica".

No paisagismo, a brovália pode ser utilizada em maciços e bordaduras. Sua beleza é modesta, informal e descontraída, e apesar de ser anual, seu florescimento é profuso e duradouro. O tom de azul de suas flores é complementar ao amarelo, tornando a brovália uma companheira ideal para tagetes desta cor. Combina-se ainda com flores de cor lavanda, róseas e violáceas, compondo uma delicado degradeé de cores relaxantes. Ideal também para vasos, jardineiras e cestas suspensas. Por auto-semear-se com facilidade, pode se tornar invasiva em algumas situações.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fertil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Apesar de perene, a brovália é cultivada como anual, pois perde o vigor e a beleza com o tempo. Não tolera geadas. Multiplica-se por sementes postas a germinar em estufas no outono e inverno, ou ao ar livre na primavera. As mudas devem ser plantadas no jardim após a última geada. O pinçamento/beliscamento das pontas dos ramos encoraja o adensamento da planta.

FONTE: http://www.jardineiro.net/br/banco/browallia_americana.php

quarta-feira, 14 de julho de 2010

sábado, 10 de julho de 2010

Moringa oleífera




Moringa oleifera pertence à família Moringaceae, que é composta apenas de um gênero (Moringa) e quatorze espécies conhecidas. Nativa do Norte da Índia, cresce atualmente em vários países dos trópicos. É um arbusto ou árvore de pequeno porte, de crescimento rápido, que alcança 12m. de altura. Possui uma copa aberta, em forma de sombrinha e usualmente um único tronco. As flores que emergem em panículas,são de cor creme, perfumadas, muito procuradas pelas abelhas.

A planta é conhecida por vários nomes comuns, de acordo com os diferentes usos. Para alguns, é conhecida como 'baqueta' em razão da forma dos seus frutos que representam um alimento básico na Índia e na África. Em algumas partes do oeste da África, é conhecida como "a melhor amiga da mãe" como uma indicação de que a população local conhece muito bem todo o seu valor. A planta produz uma diversidade de produtos valiosos dos quais as comunidades locais fazem uso por centenas, talvez milhares de anos.

Os frutos verdes, folhas, flores e sementes torradas são altamente nutritivos e consumidos em muitas partes do mundo. O óleo obtido das sementes da Moringa pode ser usado no preparo de alimentos, na fabricação de sabonetes, cosméticos e como combustível para lamparinas. A pasta resultante da extração do óleo das sementes pode ser usada como um condicionador do solo, fertilizante ou ainda na alimentação animal. Na Índia, todas as partes da planta são usadas na medicina natural, porém, a química e a farmacologia das diferentes partes da planta são ainda pouco conhecidas. Em virtude da falta de dados científicos referentes às propriedades medicinais da planta nenhuma recomendação de uso pode ser feita neste sentido.
A Moringa pode ser facilmente propagada por sementes ou por estacas. As sementes podem ser plantadas diretamente no local definitivo ou em sementeiras. Não há necessidade de nenhum tratamento prévio. A planta requer poucos tratos culturais e cresce rapidamente até uma altura de 4m. no primeiro ano. Em condições favoráveis, uma única planta pode produzir de 50 a 70 kg de frutos/ano. É uma das plantas mais úteis para a as regiões semi-áridas.
Na Índia e na África, a Moringa é encontrada crescendo em áreas próximas à cozinha e em quintais, onde as folhas são colhidas diariamente para uso em sopas, molhos e saladas. Possuem um alto conteúdo de proteína (27%) e são ricas em vitamina A e C, cálcio, ferro e fósforo. Nas regiões secas, o cultivo da Moringa é vantajoso uma vez que suas folhas podem ser colhidas quando nenhum outro vegetal fresco está disponível. As flores, só devem ser consumidas cozidas, fritas na manteiga ou misturadas a outros alimentos. Os frutos verdes são também muito nutritivos, contendo todos os aminoácidos e são preparados de forma similar às ervilhas verdes, possuindo um sabor próximo ao dos aspargos.
A análise bromatológica das sementes de Moringa, realizada no Laboratório de Nutrição Animal da Embrapa Tabuleiros Costeiros, mostrou teores de 26% de óleo, 27% de proteína e 44% de digestibilidade. Para o resíduo das sementes após a extração do óleo, o teor de proteína subiu para 34% e a digestibilidade para 56%. Estes resultados são bem promissores quando se visa o uso do resíduo das sementes na nutrição animal.

PURIFICADOR NATURAL
Em alguns países em desenvolvimento, a água dos rios utilizada para consumo humano e uso doméstico em geral, pode ser altamente túrbida, particularmente na estação chuvosa, contendo material sólido em suspensão, bactérias e outros microrganismos. A cada ano, milhões de crianças poderão morrer nesses países, vítimas de infeções causadas por água impura. É necessário que se remova a maior quantidade possível desses materiais antes de usá-la para consumo. Normalmente isso é obtido pela adição de coagulantes químicos, dentro de uma seqüência de tratamento controlado. Coagulantes químicos, tais como o sulfato de alumínio, às vezes não estão disponíveis a um preço razoável para as populações dos países em desenvolvimento. Uma alternativa é o uso de coagulantes naturais, geralmente de origem vegetal, para promover a coagulação de tais partículas.
As descobertas recentes do uso de sementes trituradas de M. oleifera para a purificação de água, a um custo de apenas uma fração do tratamento químico convencional, constitui uma alternativa da mais alta importância. Em relação à remoção de bactérias, reduções na ordem de 90-99% têm sido relatadas na literatura. Deve ser observado, porém, que o uso do tratamento com sementes, assim como o de outros coagulantes naturais e químicos, não produz água purificada. O risco de infecção pode ser altamente reduzido e a água passa a ser considerada potável. Portanto, alguma forma de desinfecção, tal como fervura, é recomendada.
Em um projeto piloto para tratamento de água em Malawi, na África, foi constatado que enquanto o alumínio é eficiente como coagulante apenas em uma faixa restrita de níveis de pH da água a ser tratada, as sementes de Moringa atuam independentemente do pH, constituindo-se em uma vantagem a mais em países em desenvolvimento, onde normalmente não é possível controlar efetivamente o pH antes da coagulação. Tais sementes podem ser usadas no tratamento de água, abrindo possibilidades que asseguram que os países emergentes possam ter água saudável, limpa e potável e para o uso doméstico. Poderão, sem duvida, se transformar numa solução para reduzir a incidência de doenças provocadas por água impura, que representam uma das principais causas que levam à alta incidência de morte.
Há relatos, na literatura, da introdução de M. oleifera em alguns estados do Brasil a partir de 1950. Porém, como o seu potencial não era bem conhecido, a planta foi usada apenas como ornamental.
A Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Aracaju, Sergipe, em um trabalho pioneiro, vem realizando um estudo preliminar com plantas de M. oleifera, relativo ao seu comportamento nas condições climáticas da região. O interesse pela potencialidade da planta vem crescendo consideravelmente na comunidade e um programa de produção de mudas já está em andamento. O plantio de mudas de M. oleifera nas estações experimentais deste Centro também já foi iniciado para que se constituam bancos de semente de futuros de programas de aproveitamento da planta como fonte de alimento e purificador natural de água para as populações das áreas sujeitas à secas.


FONTE: http://www.jardimdeflores.com.br/floresefolhas/A10moringa.htm